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É hora de investir no Brasil

Construção civil brasileira atrai investidores nacionais e internacionais

Em ótima fase, a economia brasileira vive um momento ímpar em sua história.  A ascensão de diversos segmentos da economia pode ser medida pelos dados expressivos de expansão, com grande destaque para o setor da construção civil. Para o SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil), o setor deve crescer, no mínimo, 10,2% este ano e uma média de 7,7% até 2010. É o melhor momento da indústria da construção civil desde o fim do milagre econômico, na década de 1970.

Como confirmação do aquecimento econômico, as agências Standard & Poor`s e Fitch elevaram a nota de classificação de risco de "BB+" para "BBB-", colocando o Brasil no grupo de países com o chamado grau de investimento (investment grade), classificação dada pelas agências de rating a países vistos como bons pagadores e de baixo risco. Com a nota, o Brasil poderá receber recursos de grandes fundos internacionais que só têm autorização para investir em mercados que já conquistaram essa chancela. 

O bom resultado do setor imobiliário também atraiu investidores internacionais. Segundo dados da consultoria Cushman & Wakefield, o Brasil foi o 11º país que mais recebeu investimentos estrangeiros no setor imobiliário, com cerca de US$ 14 bilhões. O valor representa 143% mais que o recebido no ano anterior. Dos paises emergentes o Brasil só ficou atrás da China em desempenho de investimento, que recebeu US$ 15 bilhões.

O aquecimento do mercado imobiliário e os investimentos do PAC, Plano de Aceleração do Crescimento, anunciado pelo governo brasileiro em 2007, são os principais fatores que impulsionam a construção civil.

O PAC prevê que R$ 503,9 bilhões sejam investidos em infra-estrutura até 2010. Os principais setores contemplados são o de transporte, saneamento, recursos hídricos e energia. A área de transporte receberá boa parte dos recursos. Até 2010, serão investidos R$ 58,3 bilhões em logística e nos próximos quatro anos, estima-se a construção, adequação, duplicação e recuperação de 42 mil quilômetros de estradas. O PAC também incentiva a construção civil com desoneração tributária e aumento de financiamento. 

Expansão de insumos e equipamentos

O aumento do número de obras no país também chama atenção do mercado do cimento. No acumulado de janeiro a abril de 2008, foram vendidas 15,8 milhões de toneladas do produto, sendo 15,6 milhões de toneladas ao mercado interno, alta de 15,4% sobre igual período de 2007.  

Nos últimos 12 meses, as vendas para o mercado interno somaram 46,8 milhões de toneladas. O dado representa um aumento de 13,1%, em relação ao mesmo período de 2007. Segundo o SNIC (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), desde o ano passado medidas começaram a ser tomadas para suprir o consumo que ultrapassou, no segundo semestre, um nível que não se via há quase uma década. "Foram religados fornos fora de funcionamento. Fábricas que estavam paralisadas foram reativadas", afirma José Otávio Carvalho, secretário-executivo do SNIC.

O grupo Holcim, por exemplo, reativou uma fábrica e, em outra unidade, religou o segundo forno que ficou parado por cinco anos a espera de uma melhora no mercado. Com capacidade de produção de 4,5 milhões de toneladas ao ano, o grupo Holcim investe para aumentar sua capacidade de produção em 1 milhão de toneladas. Já a Votorantim Cimentos anunciou, em 2007, investimento de R$ 1,7 bilhão para aumentar em 30% a capacidade de produção. A empresa, que tem 40% de participação no mercado, terá três reativações e vai somar 12 unidades. 

 

O Brasil não produz todos os bens de capital que seriam necessários para o seu parque produtivo. Tanto que a lista de ex-tarifários conta com 3,5 mil itens referentes a equipamentos que podem ser adquiridos no mercado externo com alíquota zero por falta de fornecedor local. O crédito da linha de Financiamento de Máquinas e Equipamentos (Finame) subiu 53%, equivalentes a R$ 18,5 bilhões, no período de doze meses encerrado em abril passado. 

 

O mercado de locação de equipamentos está mais que aquecido e existe a demanda por novos fornecedores. De acordo Silvio Chaimovitz, diretor técnico da Klabin Segall, os equipamentos de fundações e de transporte vertical de cargas e pessoas estão entre os mais disputados. “As construtoras estão refazendo cronogramas e antecipando contratações”, completa. 

No geral, o faturamento das empresas com a venda de materiais de construção também cresceu. Segundo informações da ABRAMAT (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Construção), o período de janeiro a abril de 2008 representou alta de 27,97% em comparação com o mesmo intervalo do ano passado. 

 

A expansão da construção civil brasileira não deve parar por ai. Em 2014 o país será sede da Copa do Mundo. Estimativas ainda não oficiais apontam que o custo para o evento pode variar de US$ 5 bilhões a US$ 10 bilhões.  Os custos incluem investimentos públicos em infra-estrutura, gastos de empresas em ampliação da rede hoteleira e na reforma e construção de estádios. Com mão de obra qualificada, projetos inovadores e políticas públicas de incentivo, o mercado brasileiro da construção civil é um canteiro de obras funcionando a todo vapor onde “há vagas” para empresas de visão.  

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